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Domingo, 23 de Março de 2008
Camisinha-vibrador' causa polémica na Índia
Um preservativo vibratório iniciou uma grande polêmica na Índia: o produto deve ser considerado um "brinquedo sexual", o que é proibido no país, ou é apenas um método contraceptivo?

O novo preservativo causou escândalo no Estado indiano de Madhya Pradesh porque uma companhia do governo está envolvida na campanha de marketing do produto.

O pacote com três preservativos, da marca chamada Crezendo, contém um dispositivo em formato de anel que funciona com pilhas.

Segundo os críticos, este dispositivo é um vibrador e deveria ser proibido. Acessórios sexuais e pornografia não são permitidos na Índia.

Lançamento discreto

O preservativo teve um lançamento discreto em todo o país há três meses. Na época, muitos críticos não notaram que o produto tinha o apoio do governo.

A mensagem promocional da companhia Hindustan Latex Limited descrevia o Crezendo como um produto que "fornece grande prazer ao produzir fortes vibrações".

A idéia causou revolta entre muitos dos conservadores na Índia, incluindo o ministro de Estradas e Energia de Madhya Pradesh, Kailash Vijayvargiya.

"Brinquedos sexuais são proibidos na Índia, e o dispositivo vibratório é nada mais do que um brinquedo sexual vendido como preservativo", disse.

"O trabalho do governo é promover o planejamento familiar e medidas de controle de população ao invés de promover produtos para prazer sexual", acrescentou.

A companhia Hindustan Latex afirma que o novo preservativo foi lançado para promover o uso de camisinhas e evitar a transmissão da Aids.

'Escolha'

"O produto foi lançado com o objetivo primário de cuidar da questão da queda no uso de preservativos", disse o porta-voz da companhia S Jayaraj à BBC. "Uma grande razão citada pelos usuários era a falta de prazer quando eles eram usados."

"Então, acrescentamos um anel vibratório para aumentar o prazer. Ajuda a manter o preservativo na posição além de produzir um efeito vibratório", acrescentou.

A companhia afirma que o pacote, que custa US$ 3 (cerca de R$ 5,70), foi "bem recebido".

A Hindustan Latex rejeitou com veemência as alegações de que seu produto é um "brinquedo sexual", mas se ofereceu para retirar o produto de Madhya Pradesh se o governo do Estado pedir.

Conservadores hindus fizeram protestos pedindo que o governo proíba a venda, apesar de a maioria das pessoas nas ruas do Estado se recusar a comentar o assunto.

Já aqueles que concordam em discutir a polêmica questão demonstram apreciar o produto. "Está errado protestar contra a medida. É uma questão de escolha pessoal", diz Kunal Singh, morador de Bhopal, capital de Madhya Pradesh.
publicado por m.c. às 00:19
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